ESSA É A FAB a que servi!

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DEPOIS DE SETE longos anos voltei a sentir orgulho da minha, da nossa Força Aérea Brasileira.

Ontem, imagens do principal noticiário televisivo voltaram a mostrar a todo o País aeronaves lançando fardos de alimentos. Emocionando-me, tornei a senti na pele aquele orgulho, aquela energia de sentimento pátrio quando, por trinta anos, vibrantemente cantava o Hino Nacional desfilando ou enquanto garbosamente prestava continência ao Pavilhão Auriverde.

“Em continência ao Pavilhão Nacional, apresentar armas!!!”

Com alegria, vi novamente a FAB em sua melhor forma: prestando socorro ao povo brasileiro, mormente os mais desassistidos, isolados e – até então – abandonados, como é o caso do povo Yanomami, que habita o extremo Norte do rincão brasileiro. Tudo como sempre foi, exercendo a sua vocação de brasilidade desde os primórdios, no longínquo 1941, quando foi criado o Ministério da Aeronáutica.

Para que servem as Forças Armadas?

Claro que para defender nosso território e nosso povo de povos hostis. Para isso, permanentemente, incute em seus membros o sentimento de patriotismo. E isso se vê diariamente nos quartéis. Em tempos de paz, porém, a maneira encontrada por nós de servir à Pátria remete ao serviço a nossos compatriotas, em qualquer parte do território nacional que estejam.

Fui um militar da ativa da Força Aérea Brasileira. Por trinta anos, servi ao Estado brasileiro, independente do chefe supremo que estivesse ocupando o cargo. Entrei em 1977, quando Ernesto Geisel era o presidente. Depois vieram Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Luís Inácio Lula da Silva. A todos indistintamente prestei a minha continência, pois não a saudação militar não era a eles dirigida e sim ao cargo de Presidente da República Federativa do Brasil. Nessas três décadas, circulei por diversos rincões pátrios: Anápolis, Boa Vista, Manaus, Belém, Brasília, Cachimbo e Belo Horizonte, além de Guaratinguetá, onde recebi formação profissional-militar por dois anos.

Transportes de homens, transporte de alimentos, levando equipes de socorro e medicamentos, salvação e resgate, missões de misericórdia. Muitas missões testemunhei, não importando a distância, não fazendo diferença as dificuldades. Privei da companhia de homens e mulheres de luta, de fibra, que honraram o azul do nosso uniforme. A FAB sempre esteve à disposição de órgãos de governo, como o Ministério da Saúde, FUNAI, IBAMA, governos estaduais, como, naturalmente, suas congêneres Marinha do Brasil e Exército Brasileiro.

Enfim, cumprindo a nobre missão.

Porém, por longos seis ou sete anos, infelizmente nossas forças armadas foram aviltadas, tendo sido cooptadas pela ideologia política, e sua nobre missão foi deixada de lado. Servidores do Estado, os militares foram rebaixados a meros funcionários públicos – ressalvo, porém, que muitos são os funcionários públicos dignos. A farda virou apenas um uniforme a serviço de maus brasileiros.

Desde o último sábado, porém, nós, dignos militares e grandes brasileiros, podemos voltar a sorrir.

L.s.N.S.J.C.!

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