DE OFICIAIS-AVIADORES a guarda-costas de político!

A PASSIONALIDADE dos oficiais os conduzia, inclusive, à negligência do convívio familiar, preterindo o aconchego de filhos e esposa em favor da segurança de um jornalista e político vaidoso. Sob a leniência de Nero Moura e forte comando de Eduardo Gomes, foi a partir de maio de 1954 sendo criado o caldo de cultura que formaria a tragédia de proporções colossais que eclodiu em agosto.

Nero Moura, ministro da Aeronáutica de Getúlio Vargas, foi leniente em relação à onda de indisciplinas que campeavam ostensivamente na FAB sob a liderança nociva de Eduardo Gomes (imagem: Internet)

Se Getúlio tinha por proteção sua guarda pessoal de Gregório, por que não Lacerda também contar com seus próprios anjos da guarda? Talvez tenha sido esse o raciocínio daqueles jovens oficiais. Foram eles os seguintes: tenente-coronel-aviador Alfredo Correia, majores-aviadores Gustavo Borges, Américo Fontenelle, Moacir del Tedesco, Rubens Florentino Vaz, Haroldo Coimbra Velloso, Paulo Victor da Silva, George Diehl, Francisco Lameirão e o tenente Antônio Carreira.

Esses democratas, incondicionais seguidores de Eduardo Gomes, assumindo os riscos da empreitada, decidiram rasgar as páginas dos regulamentos e das leis militares, embora no dia a dia da caserna exigissem de seus subalternos o rigor do cumprimento dessas legislações, como ficou nítido em março de 1964.

VALENTIM, Antonio. O País dos Militares e dos Bacharéis, página 168. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.

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