O PAÍS e o segundo Governo Vargas!

NINGUÉM precisa ser visionário ou adivinho para saber que os Estados Unidos da América [do Norte] davam com uma das mãos para depois tomarem com as duas. Era assim para com toda a América Latina (para ficarmos só com as américas) o tratamento que os ianques dispensavam a nações historicamente exploradas. Na época por nós focalizada, não enxergavam isso somente os cegos a paixão política e ideológica – e interesses – de gente como Carlos Lacerda, Eduardo Gomes, de magnatas da imprensa como Chateaubriand e Roberto Marinho e dos próceres da UDN.

Carlos Lacerda amparado por oficiais da Marinha do Brasil (fonte: Internet)

A cegueira era um mal de que também padeciam uma dezena de oficiais da FAB, que, sob o pretexto de defenderem Carlos Lacerda diante das ameaças que vinha sofrendo – reações naturais da parte de quem pelo jornalista era sistematicamente injuriado -, lançaram-se como guarda-costas voluntários. Assim, a partir de maio de 1954, dez oficiais da Aeronáutica – nove aviadores e um intendente – passaram a se revezar para acompanhar diariamente o jornalista em seus compromissos noturnos, num período em que Lacerda era constantemente solicitado a palestras, conferências e entrevistas, atividades que para ele eram convenientes porque lhe davam mais visibilidade, além do ego inflado.

VALENTIM, Antonio. O País dos Militares e dos Bacharéis, página 167. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.

L.s.N.S.J.C.!

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