O SEGUNDO governo de Getúlio!

PARA o Ministério da Guerra a escolha de Vargas recaía no nome do general Newton Estillac Leal, o que também causou mal-estar entre colegas de arma, que representavam no EB até então uma corrente minoritária, mas barulhenta. A razão do barulho era porque Estillac Leal liderava a ala nacionalista das Forças Armadas, que, por sinal, alinhava-se com o pensamento e as propostas de governo de Vargas. Nessa época, para parcela das Forças Armadas, do grande empresariado nacional e da imprensa, nacionalista foi aos poucos se tornando um adjetivo equivalente a comunista. Todavia, nessa decisão Vargas acertou a mão, porquanto Estillac, defensor da campanha O Petróleo é Nosso!, jamais abriria mão de suas férreas convicções. Para esse valoroso militar, qualquer alinhamento do governo brasileiro, fosse ele político, econômico ou militar, a potências estrangeiras deveria ocorrer em condições de igualdade, isto é, com a devida reciprocidade, sem que a nação brasileira saísse em desvantagem; ocorrendo o contrário, para Estillac Leal, não significava alinhamento e sim subserviência. Tal deveria ser a postura de todo bom soldado, no entanto, tais ideias causavam arrepio a alguns generais, cujo pensamento, em nome da repressão aos comunistas, caminhava incondicionalmente subordinado aos ditames estadunidenses, sob o lema “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

General Estillac Leal ao lado de Getúlio Vargas (fonte: Internet)

VALENTIM, Antonio. O País dos Militares e dos Bacharéis, página 106. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.

L.s.N.S.J.C.!

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