ESQUADRÃO Falcão (1º/8º GAV) resgata índio no Amapá

O ESQUADRÃO Falcão (1º/8º Gav) realizou (11/01) uma missão de misericórdia na Aldeia Mukuru, localizada na região da Serra do Iratapuru, à beira do rio Jari, a aproximadamente 260 quilômetros de Macapá (AP). Um índio Tukurumâ, da etnia Wajãpi, de 63 anos, precisou ser removido para a capital do Amapá por apresentar quadro de dor em membro inferior esquerdo, na região coxo-femural, que o impedia de andar sem ajuda.

O acionamento da missão ocorreu por meio o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SALVAERO). Após a decolagem da aeronave H-1H para Macapá, foi tentada a primeira surtida em direção à aldeia. Porém, devido ao mal tempo na região, não foi possível chegar ao local, tendo de ser a missão transferida para o dia seguinte. Na quinta-feira (10/01), foram realizadas mais duas tentativas, mas as dificuldades climáticas não permitiram a incursão devido a forte umidade e ao calor intenso, que criam formações meteorológicas extremamente adversas durante quase todo o dia. Na sexta-feira, quando o Esquadrão realizou a quarta tentativa, finalmente foi possível chegar à aldeia e realizar o resgate do indígena. Entretanto, no deslocamento de regresso para Macapá, após mais de 3h de voo, o mau tempo atrapalhou novamente, obrigando a aeronave a realizar um pouso de segurança em uma pequena fazenda a 10 min de Macapá. Os militares foram obrigados a esperar por mais de 2h até que a melhora do clima permitiu a chegada no hospital para o socorro do paciente.

A aldeia onde foi resgatado o índio Tukurumâ encontra-se em uma das regiões mais isoladas e inóspitas do território nacional, devido ao relevo de serras “recortadas”, com picos que chegam próximo a 1.000m, vegetação de mata densa e fechada e variação climática intensa, que dificulta pouso em caso de necessidade/emergência. “Nessa época do ano, a grande umidade faz com que no começo do dia, o vapor de água saia da mata formando uma espécie de tapete na copa das árvores, conhecida na região como aru, que vai se dispersando com o aquecimento do dia. Essa cortina de fumaça impede o contato visual, imprescindível ao voo de helicóptero, já que para se localizar a aldeia precisamos avistá-la a olho nu. Como na parte da tarde precipitam-se chuvas fortes e os sistemas de informações meteorológicos não conseguem precisar exatamente as condições do clima, a tripulação trabalha com uma janela entre 10h e 13h para pousos e decolagens, o que restringe muito as condições de operação”, explica o Tenente-Aviador Marcos Vinnicios de Quina Santos Amorim Costa, comandante da missão. (Fonte: I COMAR)

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