SENTA A PÚA será relançado no Rio de Janeiro

“SÓ QUEM esteve em combate sabe o que é voar mais de uma missão no mesmo dia.” A frase está no livro do Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, que leva como nome a expressão que marcou a história da Aviação de Caça brasileira: “Senta a Púa!”. O autor participou de 94 missões de combate na Itália, durante a Segunda Guerra, a bordo de lendários aviões P-47 Thunderbolt, e reuniu em capítulos o melhor da história de heroísmo do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA).

“O livro foi modernizado. Está mais fácil de ler e, principalmente, teremos uma edição em inglês”, explica o Major Brigadeiro Rui, que estará na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro, autografando livros durante as comemorações dos 68 anos do 1º GAVCA.

A nova edição recebeu novas declarações de veteranos de guerra, algumas histórias e novos detalhes. “Senta a Púa” é um dos melhores registros feitos sobre a campanha da Força Aérea Brasileira (FAB) na Itália, no esforço aliado contra o nazismo. O autor reuniu depoimentos de integrantes do Grupo de Caça que ajudam a entender a trajetória dos militares da FAB na Segunda Guerra: da criação da unidade, em 1943, o treinamento realizado no exterior e o combate (1944 a 1945).

O livro estará à venda a partir de fevereiro de 2012. Saiba mais: http://loja.actioneditora.com.br/

No período de 6 a 29 de abril de 1945, durante a principal ofensiva aliada, os pilotos brasileiros participaram de 5% do total de saídas do XXII Comando Aerotático, unidade americana à qual estavam subordinados. Apesar disso, foram responsáveis por 15% dos veículos destruídos pela unidade, por 28% das pontes atingidas, 36% dos depósitos de combustível danificados e 85% dos depósitos de munição danificados. Em reconhecimento ao desempenho, o coronel Ariel Nielsen, comandante do 350th Figther Group USAF, recomendou ao XXII Comando Aerotático que o 1º Grupo de Caça recebesse a Citação Presidencial de Unidade:

“Nas perdas que sofreram nessa ocasião, como também em muitos ataques anteriores, tiveram seu número de pilotos reduzidos à metade em relação às unidades da Força Aérea dos Estados Unidos. Porém, um número igual de surtidas, operando incansavelmente e além do normal no cumprimento do dever. A manutenção dos seus aviões foi altamente eficiente, a respeito das avarias sofridas pela antiaérea e o desgaste despendido na recuperação dos aviões”.

Este grupo entrou em combate na época em que a oposição antiaérea aos caças bombardeios estava em seu auge. Suas perdas têm sido constantes e pesadas e não têm recebido o mínimo de pilotos de recompletamento estabelecido. Como o número de pilotos cada vez diminuía mais, cada um deles teve que voar mais de uma missão diária, expondo-se com maior freqüência. Em muitas ocasiões, como Comandante do 350th Fighter Group, eu fui obrigado a mantê-los no chão quando insistiam em continuar voando, porque eu acreditava que eles já haviam ultrapassado os limites de sua resistência física.”

Em 1986, o 1º Grupo de Caça tornou-se a terceira unidade não pertencente às Forças Armadas Americanas a receber a Presidential Unit Citation, a terceira comenda mais importante do governo americano. (Agência Força Aérea)

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