CONHEÇA especialistas que viveram mais da metade da história da FAB

UM VIU um anúncio no jornal. O outro ouviu um parente contar sobre a carreira. Em comum, eram jovens com idade na faixa dos 17 anos. Buscavam uma profissão e um futuro. Lá se vão mais de três décadas no serviço ativo, dedicados à Força Aérea Brasileira e ao Brasil. Juntos, viram nascer o atual sistema integrado de controle de tráfego aéreo e a defesa aérea. Desbravaram o interior do país e ajudaram a escrever, ao lado de tantos outros, mais da metade da história da instituição que completou 70 anos em janeiro.

“Sou grato pela carreira que escolhi. Realizado e reconhecido”, afirma o Tenente-Coronel Controlador de Tráfego Aéreo Jari Carlos da Silva (na foto à esquerda), o oficial especialista com mais tempo de serviço ativo da Força Aérea. São mais de 42 anos de trabalho. Uma histórica que começou em 1968 a partir de um anúncio no jornal O Dia, falando sobre um cursinho preparatório para a carreira. O estudante disputou uma das 550 vagas oferecidas naquele ano e, ao lado de 22 mil candidatos em todo o país, garantiu a oportunidade com a 17ª melhor nota do concurso.

Na Escola de Especialistas de Aeronáutica, optou e foi escolhido para o curso de Controlador de Voo, nome dado à época aos Controladores de Tráfego Aéreo. Era uma época em que o país tinha cobertura radar apenas nas regiões terminais de São Paulo e Rio de Janeiro. O controle do tráfego era feito de forma convencional, apoiado em comunicações por rádio. Os atuais Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) ainda não existiam.

De São Paulo, o então Terceiro-Sargento Jari seguiu para o Destacamento de Aeronáutica de Porto Nacional, hoje no Estado de Tocantins. Ali, conheceu a esposa, viu nascer o primeiro filho e a região central do país ser ocupada após a inauguração de Brasília. “Você não imagina o que era isso aqui naquela época. Era possível ver cobras atravessando a rua”, conta.

Nos anos 80, passou no concorrido concurso para oficial especialista e, como aspirante, foi trabalhar em Belém (PA). De lá, seguiu para o Serviço Regional de Proteção ao Voo de Brasília (SRPV), mais tarde absorvido pelo CINDACTA I. Hoje, o oficial trabalha na Subdivisão de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do CINDACTA I, numa das regiões com maior volume de aeronaves no país.

“Valeu a pena. Tudo o que um graduado poderia atingir, eu consegui”, afirma o Suboficial Marcos Antonio Batista Coutinho (imagem à direita), que tem mais de 36 anos de serviço ativo na Força Aérea. O terceiro de cinco filhos, ouviu de um cunhado as primeiras informações da carreira. Na época, um cabo recém-aprovado para o curso de sargento da Escola de Especialistas de Aeronáutica.

Da primeira vez que prestou a prova, o Suboficial Coutinho  foi aprovado, disputando um das vagas oferecidas com mais de 20 mil candidatos de todo o país. “Comecei como radiotelegrafista de terra”, afirma. Na época, esse profissional era o responsável pelo trâmite de informações entre as unidades militares, cuidava ainda da confecção e difusão dos boletins meteorológicos, da transmissão dos planos de voo, dentre outras funções. Hoje, essas atividades são apoiadas por modernos equipamentos.

Da Escola de Especialistas, em 1976, o jovem militar seguiu para o Comando de Defesa Aérea (COMDA). Lá, viu nascer a atual estrutura de defesa do país e trabalhou ao lado de lendários “Dijon- Boys”, como ficaram conhecidos os militares que introduziram o primeiro caça supersônico da Força Aérea no país: o Mirage III.

Na carreira, o militar foi o primeiro graduado do recém-criado Destacamento da Chapada dos Guimarães, nos anos 80, e comandante do Destacamento de Cachimbo, no Pará, de onde saiu em 2005. O Suboficial Coutinho passou a ainda pela Adidância do Brasil na França e trabalha hoje em dia no Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), em Brasília. “Acredito que o momento mais feliz da minha carreira foi o reconhecimento com a indicação para missão no exterior”, afirma

(Fonte: Agência Força Aérea – http://www.fab.mil.br)

PENSAMENTO de hoje: “É INDISPENSÁVEL conhecermo-nos a nós próprios; mesmo se isso não bastasse para encontrarmos a verdade, seria útil, ao menos para regularmos a vida, e nada há de mais justo.” Blaise Pascal

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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