NAS ASAS da Solidariedade

A FORÇA AÉREA Brasileira iniciou uma operação de ajuda humanitária às vítimas da seca na Região Amazônica. A ação inclui o transporte de alimentos, medicamentos e kits de higiene arrecadados pela Defesa Civil do Amazonas para os municípios atingidos pela estiagem.
Ao todo, serão transportados cerca de 600 toneladas de mantimentos para os pólos de recepção da Defesa Civil nos municípios de Tabatinga, Cruzeiro do Sul e Tefé.
Até esta quarta, a FAB já levou 338 toneladas, empregando duas aeronaves C-130 Hércules (1°/1° GT e 1° GTT) e dois C-105 Amazonas do 1°/9° GAv, num esforço aéreo de aproximadamente 150 horas.

A Operação Seca deve continuar até o dia 16 de outubro, minimizando problemas para cerca de 40 mil famílias do interior do Amazonas, cujos municípios que já se encontram em estado de emergência.

(Matéria extraída do Portal do Comando da Aeronáutica – http://www.fab.mil.br).
OUTRO GOLAÇO:
A CASA, que tinha móveis, fotos e histórias, foi inundada. A criança, que brincava de sonhos simples, reconheceu o pesadelo na superfície. Os adultos, que trabalhavam na terra ou iam de carroça até mais adiante, avistaram a desesperança numa onda forte e permanente. Os olhos de todos eles não enxergavam mais nada. Eram apenas espelhos retorcidos da água que corria, corria mesmo, em barulho devastador, lá embaixo. Como em uma tsunami, a destruir bem mais do que as paredes, a carregar olhares perdidos. Janelas também submergiram. São pelas janelas que se olha para o mundo. Apoiados em telhados ou em galhos de árvores, os olhares, em dor, acostumaram-se também a observar o céu. Não só para pedir clemência às nuvens, mas também por saber que ajuda poderia vir dos ares. Os rotores dos helicópteros ajudaram a mudar o som da tragédia. Em Pernambuco e Alagoas, as enchentes resultaram, no final de junho, em pelo menos 41 mortes, 115 mil desabrigados, 24 cidades em estados de calamidade pública e tantos outros desespero incontáveis. Atuações de militares e civis ajudaram a minimizar a dor de tanta gente.
A PARTIR do momento seguinte às cheias, a FAB empregou meios de vários locais do País, criando um corredor aéreo humanitário que atuou na urgência para resgatar 94 pessoas e depois na atuação com as consequências da enchente. Os profissionais de saúde da Aeronáutica já haviam atendido mais de três mil pessoas. Segundo os médicos, entre os assistidos destacam-se crianças e vítimas de cortes nas pernas e nos pés.

ALÉM deles, tripulações de diferentes esquadrões participaram do transporte de alimentos e remédios para cidades completamente isoladas com a destruição de acessos terrestres. Os militares, como havia ocorrido em Santa Catarina (2008), no Maranhão e no Piauí (2009), entregaram-se completamente à causa. Eles ficaram impressionados com a situação e não esquecerão o rosto das pessoas. “Só quem passou por lá e colocou a bota naquela lama é que pode dizer qual foi o sentimento e a dor que eles tiveram”, disse o Comandante da Operação, Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior.
(extraído do NOTAER nº 10, ano XXXIII, de 15jul.2010)

COMENTÁRIO do autor:
MUITO me orgulham ações humanitárias como essas, em duas regiões menos desenvolvidas deste meu Brasil.

Este escrevinhador pessoalmente já presenciou tantas ações como essas ao longo de sua carreira na Aeronáutica. É muito salutar que a sociedade brasileira como um todo soubesse do quanto colaboram nossas Forças Armadas, gente laboriosa e solidária, em favor das pessoas menos favorecidas, mormente em momentos dolorosos como os que castigaram nossos irmãos de Alagoas e Pernambuco, e agora gente da minha Amazônia.
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
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